ESTRATÉGIAS DE REDES SOCIAIS | Como CONVERTER E VENDER MAIS? | O Conselho 16

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Estratégias em Redes Sociais

Key Concepts: Prêmio intrínseco às redes sociais, relativização por comparação, redes sociais como meio e não fim, validação de existência online, falar sobre o que se sabe e não o que se vende, Hype Cycle da Gartner, ciclo de vida das plataformas, investimento 80/20, deficiência das empresas em abrir e sustentar diálogos, estética e modos operandi de influenciadores, user generated content, aluguel do meio de funil, briga de ego entre agências e influenciadores, narrativa como antecedência de produto, participação em conversas existentes (Trends), interrupção vs. diálogo.

A Relevância Contínua das Redes Sociais

Está Tarde para Entrar nas Redes Sociais?

  • Paulo Cuenca: Não, nunca é tarde. A população online e o tempo de tela nas redes sociais continuam a crescer. A rede social não deve ser um fim, mas um meio para o negócio. A presença online valida a existência de um negócio. É necessário estar presente, e quanto antes, melhor.
  • Malu Perini: Não é que seja mais difícil ser influenciador, mas exige mais esforço e preparação. Há muita concorrência, e é preciso encontrar uma diferença para atrair e reter a audiência. As pessoas querem fazer menos esforço, mas é preciso trabalhar muito.

A Percepção do Prêmio e a Comparação

  • Luana Carolina: O prêmio é intrínseco às redes sociais, mas o problema é a relativização por causa da comparação. Ganhar R$5-7 mil no Brasil não é para qualquer um, e nas redes sociais, com um trabalho bem feito, é possível. O problema é que as pessoas se comparam com quem já está lá há anos e acham que não é suficiente.
  • A comparação pode ser positiva (o que posso fazer para chegar lá?) ou negativa (não é suficiente). Perde-se a noção da realidade ao se comparar sem um plano de ação. É natural se comparar, mas é importante voltar com os pés no chão e criar um plano de ação.

O Hype Cycle e o Ciclo de Vida das Plataformas

  • Rafa Kiso: Utiliza a metodologia do Hype Cycle da Gartner para analisar tecnologias emergentes. As tecnologias passam por um pico de hype, seguido por uma desilusão e, se sobrevivem, entram em um platô de produtividade.
  • As plataformas também têm um ciclo de vida. Novas plataformas surgem a cada 5-6 anos (ex: TikTok). Quem cria conteúdo no pico tem grandes visibilidades.
  • Estratégia de Investimento: 80% do investimento em plataformas no platô de produtividade (Instagram, YouTube), 20% em plataformas no pico (maior risco, mas maior potencial de ganho).

Desafios das Empresas nas Redes Sociais

  • Paulo Cuenca: A maior deficiência é saber abrir e sustentar diálogos alinhados com os valores e crenças da empresa. As empresas têm um pensamento de campanha (modelo publicitário tradicional) em vez de um conteúdo "always on" (presença constante e conversação com o público).
  • As empresas devem aceitar uma perda de controle e entender que a construção de conteúdo envolve comentários e insights da audiência. Pequenas e médias empresas devem modelar o modo de produção dos influenciadores, não dos concorrentes.
  • As agências digitais são muitas vezes "spin-offs" de campanhas de televisão, mal remuneradas pelo volume de produção.

Oportunidades e Desafios do Marketing de Influência

  • Paulo Cuenca: As empresas podem terceirizar a produção de conteúdo para influenciadores (user generated content), alugando o "meio de funil" (relacionamento, autoridade, conexão). Os melhores produtores de conteúdo são criadores nativos digitais independentes.
  • Malu Perini: As agências muitas vezes replicam o modelo da TV com os influenciadores, criando propagandas desconectadas do conteúdo do influenciador. Falta integrar a campanha à narrativa do influenciador.
  • Paulo Cuenca: Existe uma briga de ego entre diretores de criação de agências e influenciadores. Os influenciadores devem ter a capacidade de dizer "não" e dialogar diretamente com as marcas.
  • Malu Perini: Gosta de contratar pessoas que falam a mesma língua do produto e criar conteúdo "do seu jeito". Quando tenta falar a linguagem da agência, o resultado fica estranho. As empresas médias podem falar diretamente com os influenciadores. As agências devem pesquisar influenciadores que falem a língua do produto.

A Narrativa como Antecedência de Produto

  • Luana Carolina: Ao contratar um influenciador, não se paga pela audiência, mas pela narrativa que ele construiu. As empresas devem buscar influenciadores que já vendem o produto ou a solução. A narrativa é uma antecipação do produto.
  • A Studs (empresa de Luana) fez parcerias com influenciadores de 2-3 mil seguidores que venderam mais do que influenciadores grandes, porque houve uma escolha intencional e valorização da história do influenciador.

Diálogo vs. Interrupção

  • Rafa Kiso: Mídias sociais são sobre diálogo e conversas. As marcas geralmente interrompem conversas (modelo da mídia tradicional). É mais interessante participar de conversas existentes (Trends) ou criar novas conversas em torno do produto.
  • Rafa Kiso: 45% dos consumidores deixariam de seguir uma marca por causa de conteúdo irrelevante ou intrusivo.

Conclusão

As redes sociais oferecem oportunidades significativas para empresas e influenciadores, mas exigem uma abordagem estratégica que valorize a autenticidade, o diálogo e a narrativa. As empresas devem superar o modelo tradicional de campanhas publicitárias e adotar uma mentalidade de conteúdo "always on", aproveitando o conhecimento e a criatividade dos influenciadores. A escolha do influenciador certo, com uma narrativa alinhada ao produto, é fundamental para o sucesso das campanhas. A chave é participar de conversas existentes ou criar novas conversas, em vez de simplesmente interrompê-las.

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