Controle motor prescrição de exercícios (Rodrigo Peixoto) Aula 2

By RODRIGO PEIXOTO - RPX EXPERT

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Key Concepts

  • Neurociências e Movimento: Controle motor, sistemas complexos, rotacionais, integração sensorial, neuroplasticidade.
  • Sistemas Miofasciais (Slings): Transmissão de energia, estabilização, Core dinâmico, coordenação contralateral.
  • Estabilidade e Mobilidade: Artrocinemática, rigidez passiva, controle postural, sistema somatossensorial.
  • Cinesiofobia: Medo do movimento, efeito protetor, padrões de inibição.
  • Valgo Dinâmico: Controle, retomada, estabilização, vetores de força.
  • Treinamento Excentrico: Relação comprimento-tensão, ativação neural, fator protetor.
  • Intervenções e Avaliação: Avaliação funcional, prescrição individualizada, foco externo, eletroestimulação.

Controle das Neurociências e Estratégias de Movimento

  • O palestrante discute a evolução do conceito de controle motor e neurociências, enfatizando a importância de pensar as estratégias de movimento.
  • Ele menciona que o conceito existe, é estudado, amadurecido, replicado e, eventualmente, adaptado para criar um método próprio, uma variação em cima do princípio original.
  • Ele prefere trabalhar com movimentos rotacionais, considerando-os como movimentos do plano transverso com funções motoras associadas, que exigem que o indivíduo pense e reaja.
  • Ele observa uma grande modificação na forma de pensar e reagir dos clientes, inclusive na cognição dos mais jovens.
  • Ele cita exemplos de escolas na Dinamarca e Nova Zelândia que estão gamificando o ensino de disciplinas como aritmética, utilizando o controle de movimento e a interação via games.
  • Ele acredita que a gamificação do movimento pode ser uma solução para incentivar as pessoas a se movimentarem mais, especialmente as gerações mais jovens.

Mundo Virtual e a Realidade do Movimento

  • O palestrante compartilha sua experiência em um jogo gamificado de realidade virtual em Gramado, onde utilizou fones de ouvido, visores, coletes e armas para interagir em um ambiente virtual.
  • Ele descreve a experiência como muito real e imersiva, com vibrações na roupa ao ser tocado por personagens do jogo, o que o fez se divertir e se envolver na narrativa.
  • Ele acredita que essa tecnologia pode ser uma forma de atrair a nova geração para o movimento, combinando o mundo virtual com a atividade física.
  • Ele expressa sua preferência por atividades ao ar livre, como natação e futevôlei, que exigem mais raciocínio e adaptação do que a musculação tradicional, que considera um pouco monótona.
  • Ele ressalta a importância de criar ambientes atraentes para que os jovens se movimentem, pois a falta de incentivo e o caráter monótono de alguns exercícios podem afastá-los da atividade física.

A Perda de Interesse em Esportes e a Busca por Estética

  • O palestrante lamenta a diminuição do interesse dos jovens em esportes, comparando a situação atual com a época em que cresceu, quando havia uma grande competição e participação em diversas modalidades esportivas.
  • Ele menciona que o "fato estético" da musculação salvou alguns jovens, mas poucos, e que a maioria das pessoas que buscam academias o fazem por motivos de saúde, não por esporte ou estética.
  • Ele defende que é preciso tornar o exercício mais atraente, associando-o a tomada de decisão, gesto motor e brincadeiras, para que as pessoas se sintam mais motivadas a se movimentarem.
  • Ele cita exemplos de aulas de bike e esteira que utilizam rankings e ambientes virtuais para tornar a atividade mais interessante e envolvente.
  • Ele menciona a compra de um eletromiógrafo gamificado, que permite interagir com o equipamento e aprender a se concentrar e trabalhar com diferentes situações.

Sistemas Complexos e a Importância da Estabilização

  • O palestrante enfatiza que os modelos de treinamento atuais, respaldados pela literatura, são voltados para sistemas complexos e neurociências, e que não há outro modelo para se treinar, exceto LPO e fisiculturismo.
  • Ele destaca que a NBA e a NFL já treinavam dessa forma na década de 90, e que essa transformação tem ocorrido no Brasil nos últimos 8 anos.
  • Ele sugere que as pessoas sigam clubes esportivos na Europa para observar as sessões de treino e constatar que utilizam sistemas complexos.
  • Ele menciona que os treinos de corrida também estão evoluindo, com correções de passada e outras condições que tornam a atividade mais interessante.
  • Ele compartilha uma visão dos sistemas complexos que o fez entender a importância da musculatura abdutora, adutora e dos músculos do tornozelo no movimento do joelho, mesmo que não sejam os principais flexores e extensores.
  • Ele explica que esses músculos atuam como sinergistas, estabilizando a articulação e permitindo que o movimento seja mais eficiente.
  • Ele define "cocontração" como a ativação de dois ou mais músculos para gerar estabilidade e ajuste, permitindo um melhor ajuste postural.
  • Ele ressalta a importância de treinar tornozelo e quadril para corredores, a fim de garantir a estabilidade e a linearidade do movimento.
  • Ele cita o exemplo de um atleta de futebol que tem trabalhado nesse conceito de padrão coordenativo e estabilizadores, com bons resultados.

Estabilização da Escápula e a Função Articular

  • O palestrante demonstra a importância da estabilização da escápula para o movimento do ombro, utilizando um elástico fino para simular a resistência.
  • Ele explica que a escápula precisa se mover, mas também precisa dar estabilidade ao ombro, e que as forças que atuam sobre ela são importantes para o movimento.
  • Ele enfatiza que o objetivo não é apenas fortalecer o manguito rotador, mas também treinar a estabilização da escápula, que permite que o ombro seja mais forte e funcional.
  • Ele critica a prática de colocar sobrecarga em uma estrutura que não está preparada para suportá-la, e defende a importância de construir a estrutura antes de adicionar carga.
  • Ele menciona que trabalha com pós-cirúrgico de ombro e preparação para cirurgia de ombro, e que a estabilização é fundamental para a recuperação e prevenção de lesões.
  • Ele sugere que o trabalho de estabilização seja incluído no aquecimento, antes do treino de hipertrofia, para preparar a articulação para a carga.
  • Ele cita o exemplo de um nadador que tem evoluído muito, trabalhando estabilizadores, e que a melhora não é apenas resultado do treino na água.
  • Ele reforça a importância de trabalhar com conceitos, e não apenas fazer um monte de coisas sem um objetivo claro.

A Lesão de Gesso e a Importância da Prevenção

  • O palestrante expressa sua tristeza com a lesão de Gesso, um atleta de basquete, e lamenta que a lesão tenha ocorrido em um momento importante da carreira dele.
  • Ele questiona se seria possível ter diminuído a chance de lesão se Gesso tivesse feito treinos de corrida com alguém tocando nele por trás, ou utilizando um elástico para simular a instabilidade.
  • Ele ressalta que a sobrecarga em um gesto esportivo é inevitável, mas que talvez fosse possível amenizar a lesão com um treinamento preventivo.
  • Ele mostra um vídeo de Dalbert, outro atleta, em um processo de recuperação de uma lesão, e como o quadril dele não respondia no início, mesmo com todo o esforço.
  • Ele explica que o medo e a dor podem inibir a ativação muscular, e que é preciso criar condições para que o atleta perca o medo e volte a se movimentar.
  • Ele defende o uso de cadeiras de extensora e flexora com elástico, para permitir variações de tensão e capacitar a condição do atleta.

Coordenação Contralateral e a Ativação Muscular

  • O palestrante menciona uma pesquisa que comprova a relação entre a gleno umeral e o quadril oposto, e como essa conexão pode ser utilizada para ativar músculos inibidos.
  • Ele explica que, às vezes, não é possível ativar um músculo diretamente, mas que é possível ativá-lo distalmente, ligando o ombro na mesma linha de transmissão que o glúteo.
  • Ele demonstra como a coordenação cruzada pode ser utilizada para quebrar o protocolo do cérebro de inibir um músculo.
  • Ele enfatiza que somos uma coisa só, e que tudo funciona em função de algo, e que não existe separação entre fisiologia, biomecânica e neurociência.
  • Ele observa que a postura de Juliana, sentada, com as pernas e braços cruzados, é uma cadeia perfeita, e que qualquer alteração nessa postura causaria desconforto.
  • Ele explica que a coordenação cruzada mostra que funcionamos dessa forma, e que essa essência foi descoberta há pouco tempo.
  • Ele critica a visão isolada dos músculos, como se fossem peças separadas, e defende a integração facial e as linhas biomecânicas.

A Importância da Energia e da Medicina Oriental

  • O palestrante menciona que as hipóteses biomecânicas e a biomecânica funcional melhoraram a compreensão de como treinar, e que há condições que não imaginávamos que existiam.
  • Ele compartilha sua experiência na China, onde a cultura valoriza a energia dos alimentos, do ambiente e das pessoas, e como essa visão se conecta com a transmissão miofascial e o Core.
  • Ele explica que a energia sai do solo, em uma ação e reação de Newton, e é transferida para o corpo, com o ponto maior de concentração no tórax.
  • Ele relaciona essa visão com a medicina oriental, que há muito tempo fala sobre energia e meridianos faciais.
  • Ele critica a fisioterapia e o treinamento baseados apenas em evidências, e defende que há muitas coisas que ainda não foram comprovadas pela ciência, mas que funcionam.
  • Ele menciona que, na China, acordava cedo e via as pessoas praticando atividades nas praças, e que não via muitos chineses gordos, o que o fez refletir sobre a importância da energia e dos hábitos saudáveis.
  • Ele compartilha sua experiência em um pronto-socorro na China, onde foi atendido por uma técnica que utilizou a manipulação do polegar para aliviar sua enxaqueca, sem o uso de medicamentos.

A Importância da Avaliação Presencial e a Ética Profissional

  • O palestrante critica a mania de prescrever exercícios sem ver o paciente, e defende a importância da avaliação presencial para entender o problema e propor uma solução adequada.
  • Ele menciona que já foi criticado por não fazer atendimentos online, mas que não se sente confortável em prescrever exercícios sem ver o paciente em movimento.
  • Ele acredita que a postura não é simetria, mas sim funcionalidade, e que é preciso ver o paciente em movimento para entender o que está acontecendo.
  • Ele menciona o caso de uma paciente que sentia muita dor ao fazer exercícios de agachamento e glúteo, e que ele se recusou a dar uma consultoria online sem vê-la treinando.
  • Ele compartilha o caso de um paciente que queria treinar com carga após 90 dias de cirurgia de LCA, e que ele se recusou a liberá-lo, mesmo com a liberação médica.
  • Ele defende que a idade e o estudo o tornaram mais criterioso e preocupado com a saúde dos pacientes, e que não está disposto a comprometer a saúde deles por causa de dinheiro.

O Padrão da Dor e a Busca por um Corpo Ideal

  • O palestrante critica o "padrão da dor", que é a busca por um corpo ideal, com cintura fina e bumbum grande, sem se preocupar com a estrutura e a funcionalidade do corpo.
  • Ele menciona que vê muitas mulheres bonitas com corpão e hérnia lombar, sacroileíte, e que estão destruídas em busca de um padrão estético.
  • Ele explica que a estrutura que defende o corpo, que é o centro, não está sendo trabalhada, e que, por isso, as pessoas se machucam ao pegar carga.
  • Ele ressalta que a cartilagem é o nosso bem mais precioso, e que, se soubesse disso antes, não teria jogado vôlei de alto rendimento, pois hoje paga um preço alto por isso.
  • Ele menciona que a cartilagem, uma vez destruída, não tem remédio, e que os colágenos tipo 2 são apenas paliativos.

Crossfit e a Importância da Estabilidade do Core

  • O palestrante menciona que o Crossfit, quando lida com cargas altas, acaba fortalecendo o Core, pois exige estabilidade o tempo todo.
  • Ele ressalta que o Crossfit machuca muito, mas que não é horrível, e que o problema é colocar 30 pessoas com um professor, o que seria ruim em qualquer modalidade.
  • Ele critica o estímulo à competitividade no treino de Crossfit, como subir e descer caixa, pois isso pode levar a lesões.
  • Ele menciona que tem muitos pacientes com lesões de joelho e ombro, e que é preciso repensar a forma como o Crossfit é praticado.
  • Ele defende que a modalidade em si preconiza mobilidade, estabilidade e Core forte, mas que o jeito que se treina e se fazem as aulas não é o melhor.
  • Ele explica que o fortalecimento do Core, utilizando a respiração, na verdade é um conceito de variação de carga e oscilação, onde, ao jogar para um lado, o contralateral ativa para segurar.
  • Ele ressalta que a técnica respiratória melhora a geração de força, e que o Core dinâmico é essencial para o movimento eficiente.
  • Ele explica que o ideal não é bloquear a respiração, mas sim fazer as ações, fazer força e soltar o ar, para não aumentar a pressão intratorácica.
  • Ele menciona que a correção do tempo respiratório tem um fator neural muito maior do que se imagina.

O Caso de Juliana e a Neuroplasticidade

  • O palestrante apresenta o caso de Juliana, uma jovem médica que sofreu um acidente e teve uma lesão medular alta, e como ele e sua equipe têm trabalhado para ajudá-la a recuperar o movimento.
  • Ele destaca a história de vida de Juliana, que estudou em escola pública e se formou em medicina com muito esforço, e como o acidente interrompeu seu sonho.
  • Ele explica que a medula desincha e se reacomoda, e que o objetivo é fazer com que o fio, que pode estar mascado, volte a trafegar de forma eficiente.
  • Ele menciona que Juliana tem uma equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas da Unimed, do home care, fisioterapia uroginecológica e outros profissionais, e que ele é o cara da neurociências, que utiliza eletroestimulação e outros conceitos para ligar o fio.
  • Ele explica que conseguiram ligar o tronco e o braço de Juliana, e que começaram com tarefas de coordenação fina, que ela se saiu super bem.
  • Ele menciona que, em um determinado momento, percebeu que o dermátomo estava apontando para trás, e que, por isso, começaram a trabalhar glúteo e paravertebral, com melhores resultados.
  • Ele relata que Juliana contraiu o glúteo voluntariamente, e que foi uma emoção para todos.
  • Ele menciona que a avó de Juliana quer ver a perna dela mexendo, e que, por isso, ele tem trabalhado muito para que isso aconteça.
  • Ele conta que levaram Juliana para o estúdio, e que ela começou a vivenciar o mundo de novo, o que foi uma grande conquista.
  • Ele relata que, em uma sessão, ele e Mônica decidiram focar no tórax de Juliana, e que, ao fazer um movimento rotacional com elástico, as pernas dela começaram a disparar.
  • Ele descreve esse momento como surreal e inexplicável, e que a avó de Juliana saiu de lá rezando.
  • Ele menciona que Juliana tem utilizado imagética, pensando em suas pernas mexendo, e que isso tem ajudado no processo de recuperação.
  • Ele ressalta que Juliana quer voltar a trabalhar, ter uma vida normal, e que está lutando para isso.
  • Ele enfatiza que é preciso saber por que estudamos, e que o objetivo é ajudar as pessoas.
  • Ele menciona que mandou Alexandre fazer imagética para a corrida, pensando na prova, no tempo e na passada, e que a ciência documentou que isso funciona.
  • Ele acredita que o cérebro é muito potente, e que precisamos ajudá-lo, sustentá-lo e desinformá-lo.
  • Ele critica a postura de alguns profissionais de saúde que postam fotos de carteirinha na pandemia, mas prescrevem apenas fisiculturismo e não alongam os pacientes.
  • Ele defende que é preciso mudar a cabeça dessa galera, e que ser profissional de saúde hoje é muito mais do que isso.

A Importância da Comunicação e da Divulgação do Conhecimento

  • O palestrante menciona que alguns profissionais da área da saúde estão falhando na comunicação, e que os médicos estão fazendo isso com mais eficiência.
  • Ele ressalta a importância de expor o conhecimento, e de mostrar para o público que o que você faz pode mudar a vida das pessoas.
  • Ele acredita que, ao fazer isso, você implanta uma semente na cabeça das pessoas, e que elas se tornam mais conscientes do que estão fazendo.
  • Ele menciona que, com a formação de novas turmas de pós-graduação, haverá cada vez mais profissionais com essa concepção, e que é preciso que isso ganhe mais espaço.
  • Ele defende que os sistemas complexos são ricos para a reabilitação, para restaurar a parte perceptiva e o equilíbrio.
  • Ele elogia Rodrigo, um profissional que trabalhava com Crossfit e se encantou com Parkinson e AVC, e que está mostrando uma educação física de motor, pensando na saúde do movimento.
  • Ele menciona o caso de uma senhora com hipercifose e escoliose, que tinha dificuldade para respirar, e como Rodrigo conseguiu ajudá-la a melhorar a postura e a respiração.
  • Ele ressalta que a gente não pensa nessas coisas, e que é preciso divulgar esses casos, pois há muitas pessoas em casa com dores e questões mais simples, que não procuram um profissional.
  • Ele menciona que, ao ver a musculatura de Juliana acionando, a voz dela desceu a lágrima, e que ela não sabia que tinha sido tanto assim.
  • Ele enfatiza que a gente tem que saber por que a gente estuda, e que o objetivo é ajudar as pessoas.

Cinesiofobia e a Importância do Apoio Psicológico

  • O palestrante apresenta o caso de uma paciente com cinesiofobia, que foi atropelada e teve uma lesão no pé e no joelho, e como ela tem muito medo de se movimentar.
  • Ele explica que o corpo dela se ajusta por causa do medo, e que o efeito protetor é mais forte do que o que a gente pensa.
  • Ele ressalta que, nesses casos, as ferramentas da fisioterapia não são suficientes, e que é preciso entrar com o apoio psicológico.
  • Ele menciona que, mesmo fazendo tudo o que precisava, só conseguiu evoluir 15 a 20% do problema dela, e que precisa de ajuda.
  • Ele explica que a cinesiofobia é um ciclo vicioso, onde a dor leva à falta de uso, que leva ao enfraquecimento, que leva à mais dor, e que é preciso modificar esse ciclo para tornar o movimento eficiente.
  • Ele mostra um vídeo de um paciente com cinesiofobia, que agachava em uma perna, mas não conseguia agachar na perna lesionada, e como ele conseguiu vencer o medo e voltar a se movimentar.

Eletroestimulação e a Importância do Conhecimento

  • O palestrante menciona que o padrão de eletroestimulação mais avançado é o que utiliza a estimulação com movimento, pois recruta a musculatura para aquela demanda.
  • Ele apresenta o eletroestimulador da Avanutri, que ele ajudou a desenvolver, e que tem um preço acessível para fisioterapeutas e educadores físicos.
  • Ele explica que o aparelho tem um layout intuitivo, com descrições dos problemas, o que facilita a comunicação.
  • Ele mostra um vídeo de Amanda, uma paciente do Crossfit, utilizando o eletroestimulador para fortalecer o glúteo durante um exercício de flexão.
  • Ele ressalta a importância de avaliar as possibilidades e compreender as condições do paciente, e que o mundo ideal não existe.
  • Ele defende que é preciso controlar o valgo, e que não interessa se o valgo causa dor ou não, mas sim se ele retoma e o quanto que ele suporta.
  • Ele explica que o mecanismo das lesões condrais é multifatorial, e que, às vezes, um vasto dispara antes do outro, o que faz a patela sambar.
  • Ele ressalta que não sabe o que causa isso, mas que pode retreinar essa condição e dar ao cérebro um novo padrão.
  • Ele menciona que, se parar de treinar o padrão novo, a memória motora do padrão anterior é muito forte, e que ele vai voltar.
  • Ele explica que, por isso, quem tem valgo ou qualquer outro mecanismo de dor tem que treinar até morrer aquele padrão novo.

Mobilidade e Estabilidade: Um Sistema de Informação Contínuo

  • O palestrante defende que a mobilidade é a única capacidade física que atrapalha nas outras, na produção de força.
  • Ele explica que o ideal é que a mobilidade seja feita com uma parte estável e outra que se move, e que a mobilidade com tração promove uma melhor artrocinemática e distende a cápsula articular.
  • Ele ressalta que a cápsula é altamente inervada, e que a articulação tem sinalização para caramba a nível de neurociência, e que, por isso, é preciso lubrificar, diminuir a rigidez passiva e melhorar as informações de dor.
  • Ele explica que a estabilidade é ativação e sincronização da musculatura para dada situação problema, e que é um sistema somatossensorial, com informações captadas pelo pé, audição e visão.
  • Ele critica a forma como a educação física tem ridicularizado a mobilidade e a estabilidade, como se fossem algo desnecessário.
  • Ele defende que a estabilidade é alto nível de eficiência motora e é para geração de força, e que a mobilidade tem que ter função.
  • Ele explica que o corpo fala, pois é todo sinalizado, e que as pessoas estão bloqueadas um tempão em várias condições.

O Caso de Dalbert e a Importância do Controle Motor

  • O palestrante apresenta o caso de Dalbert, e como ele conseguiu pegar um joelho que não estava legal, com tendinite, e uma coxa que não acionava, e partir para uma condição de flexão total.
  • Ele explica que, para ele, essa é a imagem do trabalho que fizeram, e que foi um processo de 9 semanas e meia de muito trabalho.
  • Ele ressalta que, ao ver a resultante do controle articular, do controle da musculatura e da capacidade de controlar todos os sinergistas, você tem um padrão de alto grau de dificuldade, e que o cara faz aquilo leve, como se fosse uma borboleta parando na ponta de uma flor.
  • Ele explica que treinou isso com Dalbert, mas que não capacitou exatamente ao gesto, mas sim capacitou o sistema a achar condições.
  • Ele menciona que, na cadeira extensora, Dalbert não gerava 5 kg de força a 100º, mas que, ao final do processo, gerava muito mais que isso a 130 140º.
  • Ele mostra um vídeo de uma cliente com escoliose, e como ele utiliza acionamentos de braço para trabalhar o pé, o joelho e a linha rotacional.
  • Ele explica que, ao fazer isso, está dando um Plus para o cérebro, e que está impando uma condição para ter uma resposta.

Bracing e o Sistema Fascial

  • O palestrante menciona que o bracing é a pressão intra-abdominal, e que o diafragma pélvico e o diafragma do abdômen têm que fazer a força fluir em um sentido.
  • Ele explica que qualquer alteração leva a comprometimentos na coluna e na respiração, e que, se você respirar errado, tem uma chance tremenda de fazer lombalgias.
  • Ele ressalta a importância de trabalhar as vias de condução do sistema fascial, e que o objetivo é levantar o peso, mas que as formas de se levantar são diferentes.
  • Ele explica que precisa capacitar essas rotas, pois, se repetir sempre as mesmas, as outras que são paralelas vão estar fracas.
  • Ele defende que o tecido precisa de energia o tempo todo, e que precisa ser testado, senão ele não reage.
  • Ele explica que, por isso, é importante variar o vetor, não apenas a nível de comando, mas também a nível do próprio tecido.
  • Ele ressalta que o tendão depende de tensão, e que precisa ser estirado, e que, por isso, o alongamento, a mobilidade e o excêntrico são essenciais.

Treinamento Excentrico e o Fator de Proteção

  • O palestrante explica que o mecanismo que mais confere fator protetor ao tecido é a variação de excentrismo, pois, a nível de modulação para o sistema nervoso central, é altamente complexo.
  • Ele ressalta que o excêntrico é o padrão utilizado para prevenção de lesão, pois defende a nível de sistema nervoso central, e que a ativação é muito alta.
  • Ele menciona que o concêntrico é a ativação mais baixa, e que o isométrico é superior ao excêntrico, e que, por isso, é preciso trabalhar mais o excêntrico.

Redirecionamentos e a Importância do Cérebro

  • O palestrante defende que é preciso trabalhar grandes amplitudes, vetoração de força diferente e deslizamento diferente.
  • Ele explica que o sistema nervoso central tem vasta capacidade opcional de recrutamento muscular, trajetória articular, velocidade e ponto de equilíbrio para realizar a mesma tarefa.
  • Ele ressalta que o cérebro é o cara, e que faz o que ele quiser, e que, ou você se junta a ele e o capacita, ou você vai se dar mal.
  • Ele explica que o restabelecimento de ativação parece simples, mas que a ideia é inventar em cima da necessidade, e que o que você inventar vai proteger o sistema, mas mesmo assim vai ser insuficiente para atender tudo.
  • Ele menciona que não documenta seus exercícios, pois foram criados para uma dada situação, e que não são para ser replicados.
  • Ele ressalta que o que importa é o conhecimento e o conhecimento do problema, e que é preciso prescrever função e avaliar funções cotidianas.
  • Ele explica que o valgo vai acontecer, e que não interessa se ele causa dor ou não, mas sim se ele retoma e o quanto que ele suporta.
  • Ele defende que é preciso treinar a retomada do valgo, e que, nas lesões condrais, o mecanismo é neural.
  • Ele ressalta que não sabe o que causa isso, mas que pode retreinar essa condição e dar ao cérebro um novo padrão.
  • Ele explica que, se parar de treinar o padrão novo, a memória motora do padrão anterior é muito forte, e que ele vai voltar.
  • Ele menciona que, por isso, quem tem valgo ou qualquer outro mecanismo de dor tem que treinar até morrer aquele padrão novo.
  • Ele defende que o cérebro tem que viver em constante obra, em constante transformação e em constante estimulação, pois é muito sensível a mudanças.
  • Ele ressalta que um medo, um susto ou qualquer situação pode modificar o todo muito rápido.
  • Ele explica que, por isso, é preciso informar e transformar o tempo todo.
  • Ele menciona que, em um programa de exercícios, dá entre 21 e 27 exercícios, e que faz até a morte, onde o sistema não suporta mais fazer do jeito que ele quer.
  • Ele explica que o intervalo é o suficiente para o paciente descansar, e que ele respeita o tempo de cada um.
  • Ele ressalta que trabalha com seus clientes duas vezes por semana, e que, por isso, não se preocupa em periodizar.
  • Ele explica que o sucesso não depende dele, mas sim do paciente, e que, se o paciente fizer exatamente o que ele falou e não melhorar, é 1000% da responsabilidade dele.
  • Ele defende que é preciso educar o paciente a ter hábitos saudáveis, e que, senão, não vai funcionar.

Qualidade de Vida e a Importância do Movimento

  • O palestrante menciona que qualidade de vida é uma coisa linda, mas que é preciso entender o que é qualidade de vida para cada um.
  • Ele compartilha o caso de um ortopedista que o procurou para ajudar seu pai, que estava há 21 dias na cama e não aceitava que ele encostasse a mão nele.
  • Ele explica que o pai do ortopedista era um cara grosso, que não tomava banho e não queria viver mais.
  • Ele conta que conseguiu fazer o pai do ortopedista sair da cama, tomar banho e voltar a trabalhar, com pequenas atitudes e um manual todo dia.
  • Ele ressalta que o pai do ortopedista tinha uma listese, e que não queria fazer cirurgia.
  • Ele explica que o pai do ortopedista precisava de movimento, e que o indicou para fazer pilates duas vezes por semana.
  • Ele menciona que, um dia, encontrou o filho do ortopedista em um restaurante, e que ele o agradeceu por ter salvado seu pai.
  • Ele ressalta que, com pequenas atitudes, a gente consegue mudar a vida das pessoas.
  • Ele menciona que, ao atender o pai do ortopedista, teve que lidar com um cheiro insuportável e um quarto que parecia um presídio.
  • Ele explica que, por isso, é preciso ter dignidade ao atender as pessoas, e que não é fácil atender em domicílio.
  • Ele ressalta que, com o conhecimento e o amor, a gente consegue devolver a função às pessoas.
  • Ele menciona que a gente não tem como prever o futuro, e que, às vezes, as pessoas que têm tudo para dar certo se dão mal, e as que têm tudo para dar errado dão certo.
  • Ele explica que, por isso, é preciso viver o presente e fazer o melhor que pudermos.

A Importância do Conhecimento e da Aplicação

  • O palestrante explica que vai mandar a aula, o slide e os artigos para os alunos, e que o desafio da semana é aplicar o conhecimento.
  • Ele ressalta que, se não aplicar o conhecimento, ele vai dissipar, e que, se usar, vai começar a plantar sementes na cabeça e construir um monte de coisas.
  • Ele defende que é preciso entender a parte conceitual que está por trás dos artigos, e que, senão, vai ficar bitolado e engessado.
  • Ele explica que não tem exercício para todo mundo, e que, se tivesse, daria com o maior prazer do mundo.
  • Ele ressalta que o que importa é o que você sabe para o cara que está na sua frente, e que não interessa se você tem 1000 recursos ou 10.
  • Ele defende que o segredo não está na quantidade, mas sim na eficiência do que você sabe.
  • Ele explica que o principal é quem você é, e que, se a pessoa te entender, você vai achar a solução.
  • Ele ressalta que é preciso conhecer o cara, e que conhecer não é a estética, mas sim quem falha, por que falha, o que o cara carrega e o que ele faz no dia a dia.
  • Ele defende que não adianta trabalhar com o cara sem saber qual que é a função dele.
  • Ele explica que uma dor lombar de um estivador não é igual à dor lombar de um secretário, e que a dor de um secretário não é igual à de um juiz.
  • Ele ressalta que as cargas emocionais são diferentes, e que é preciso levar isso em consideração.
  • Ele menciona que atendeu um juiz de vara criminal que era espírita, e que ele se odiava por ter que sentenciar pessoas.
  • Ele explica que o juiz se questionava se o que ele fazia era correto, e que sofria com as sentenças que dava.
  • Ele ressalta que a vida não está fácil para ninguém, e que, se não levar em consideração isso tudo, não vai resolver o problema.
  • Ele defende que é preciso se abrir ao conhecimento, e que nada é conversa fiada.
  • Ele explica que conhecimento inútil não existe, e que todo conhecimento é válido para algo.
  • Ele ressalta que é preciso ser o cara que começa a entender de tudo, e que ser profissional hoje é entender o problema da pessoa em primeiro lugar.
  • Ele explica que, se não entender todos os fatores que levam a uma tomada de decisão ou a um problema, não vai resolver o problema.
  • Ele menciona que a Mônica é quase que sua psicóloga, pois o ajuda a se manter calmo e a respirar.
  • Ele critica a postura de alguns profissionais que competem com os amigos, tiram clientes e cobram preços mais baixos.
  • Ele defende que a profissão é muito maneira, e que é preciso mudar essa mentalidade.
  • Ele ressalta que o dinheiro não é o mais importante, e que é preciso fazer as coisas pelo amor.
  • Ele explica que, se botar o dinheiro na frente, vai quebrar, e que, se botar o negócio em tudo, vai quebrar.
  • Ele menciona que doa 20% de sua carga horária para caridade, e que não faz as coisas pelo dinheiro.
  • Ele defende que é preciso usar o conhecimento em benefício do próximo, e que as coisas vão acontecer.
  • Ele ressalta que não está preocupado com o dinheiro, e que seu propósito é promover o conhecimento.
  • Ele explica que todos os professores da pós-graduação são seus amigos pessoais, e que vibram na mesma frequência.
  • Ele ressalta que todos se preocupam uns com os outros, e que querem ajudar uns aos outros.
  • Ele explica que, se ligar para Diego e pedir ajuda, ele virá, sem perguntar quanto vai ganhar.
  • Ele defende que é preciso ser feliz profissionalmente, e que está vendo um monte de gente que não é feliz, que quer competir com os amigos e tirar clientes.
  • Ele ressalta que a profissão é muito maneira, e que é preciso mudar isso.

Demonstração Prática e a Importância da Avaliação

  • O palestrante faz uma demonstração prática com Yasmin, utilizando um elástico e um slide para trabalhar o controle de valgo.
  • Ele explica que está utilizando forças que são necessárias para o controle, e que está trabalhando via foco externo.
  • Ele ressalta que o pé de Yasmin está gritando, e que o Elo fraco do sistema dela é o pé.
  • Ele explica que, ao tirar a percepção, está amplificando mais o glúteo.
  • Ele menciona que o desgaste é muito alto, e que, por isso, não pode colocar sobrecarga em uma estrutura que ainda não responde ao controle.
  • Ele explica que, ao fazer isso, está capacitando o sistema a achar condições.
  • Ele ressalta que não está capacitando exatamente ao gesto

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