18 - Da Monarquia à República - História - Ens. Fund. - Telecurso
By Novo Telecurso
Key Concepts:
- Transição da monarquia para a república no Brasil.
- Partido Republicano e suas ideias (federalismo, descentralização do poder).
- Apoio dos fazendeiros paulistas e militares à causa republicana.
- Abolição da escravidão e perda de apoio à monarquia.
- Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.
- Marechal Deodoro da Fonseca como primeiro presidente.
- Constituição de 1891 (federalismo, presidencialismo).
- Critérios para ser eleitor (idade, alfabetização).
- Conflitos entre diferentes grupos sociais no sistema republicano.
- Política dos governadores (acordo entre governo federal e estados).
1. Fim da Monarquia e Ascensão do Partido Republicano
- Após a Independência, o Brasil manteve um regime monárquico, mas o Partido Republicano surgiu como oposição.
- Os republicanos defendiam o federalismo, buscando maior autonomia e poder para as províncias em relação ao governo central.
- O federalismo é definido como um regime onde as províncias têm maior autonomia e poder em relação ao governo central, promovendo a descentralização do poder.
2. Apoio à República: Fazendeiros Paulistas e Militares
- Os fazendeiros de café de São Paulo, uma força econômica crescente, apoiaram a causa republicana devido à falta de poder político no império.
- Os militares, especialmente os oficiais do Exército, estavam descontentes com a monarquia e ganharam prestígio após a Guerra do Paraguai, reivindicando maior espaço político e investimentos no exército.
3. Abolição da Escravidão e Perda de Apoio à Monarquia
- A abolição da escravidão fez com que a monarquia perdesse o apoio dos representantes da lavoura escravista, que passaram para o lado dos republicanos.
4. Proclamação da República e Liderança de Deodoro da Fonseca
- A monarquia foi derrubada em 15 de novembro de 1889, sem reação da família real, marcando o início da República do Brasil.
- O Marechal Deodoro da Fonseca, líder do exército, tornou-se o primeiro presidente republicano.
- Um jornalista da época descreveu a participação popular na queda da monarquia como "bestializada", indicando falta de compreensão do evento.
5. Constituição de 1891 e Federalismo
- A primeira constituição republicana foi aprovada em 1891, dois anos após a Proclamação da República.
- A constituição estabeleceu o federalismo, concedendo mais autonomia e poder aos estados e municípios, incluindo o direito de eleger governadores, contrair empréstimos estrangeiros e criar forças militares próprias.
- O presidencialismo foi consagrado, com o Poder Executivo exercido pelo presidente da república.
6. Cidadania e Direito ao Voto
- A Constituição de 1891 estabeleceu que eleitores eram cidadãos maiores de 21 anos que se alistassem.
- Não podiam votar mendigos, analfabetos e praças da pré (exceto alunos de escolas militares de ensino superior).
- Apesar do fim do voto censitário, muitos homens foram excluídos devido ao analfabetismo, já que a educação básica não era uma obrigação do estado.
7. Conflitos e Divergências no Sistema Republicano
- Após a proclamação, diferentes grupos sociais divergiram sobre a organização do sistema republicano.
- A classe média e os profissionais liberais defendiam a ampliação da participação política.
- Os fazendeiros paulistas, federalistas, buscavam diminuir o poder central, mas não apoiavam a inclusão de camadas médias e populares.
- Os militares positivistas defendiam um governo central forte para modernizar o país, opondo-se ao federalismo dos fazendeiros e à participação popular.
8. Política dos Governadores e Estabilidade Política
- Campos Sales, presidente do Brasil de 1898 a 1902, implementou a política dos governadores para resolver as disputas políticas.
- A política dos governadores estabelecia compromissos entre o governo federal e os governos estaduais.
- O governo federal não interferia nas questões estaduais e transferia recursos financeiros para os estados.
- Os governadores garantiam o apoio dos deputados no Congresso aos projetos do Presidente da República.
- São Paulo e Minas Gerais ocupavam as principais posições, revezando-se na presidência da república.
- A política se fazia nos gabinetes dos partidos republicanos, longe dos cidadãos, sem grandes competições eleitorais.
- Campos Sales afirmou que "é dos Estados que se governa a república", indicando a importância dos governadores na política nacional.
9. Síntese/Conclusão
A transição para a república no Brasil foi marcada por conflitos e divergências entre diferentes grupos sociais. A Constituição de 1891 estabeleceu o federalismo e o presidencialismo, mas a participação política era limitada. A política dos governadores, implementada por Campos Sales, buscou estabilizar o sistema político através de acordos entre o governo federal e os estados, embora excluindo a participação popular. A democracia brasileira dava seus primeiros passos em meio a desafios e disputas de poder.
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